domingo, 22 de maio de 2011

Mundo Bipolar


Guerra fria
A Guerra Fria tem início logo após a Segunda Guerra Mundial, pois os Estados Unidos e a União Soviética vão disputar a hegemonia política, econômica e militar no mundo.
Na segunda metade da década de 1940 até 1989, estas duas potências tentaram implantar em outros países os seus sistemas políticos e econômicos.
A definição para a expressão guerra fria é de um conflito que aconteceu apenas no campo ideológico, não ocorrendo um embate militar declarado e direto entre Estados Unidos e URSS. Até mesmo porque, estes dois países estavam armados com centenas de mísseis nucleares. Um conflito armado direto significaria o fim dos dois países e, provavelmente, da vida no planeta Terra. Porém ambos acabaram alimentando conflitos em outros países como, por exemplo, na Coréia e no Vietnã.

Leste europeu (após 2ª guerra)
No entre-guerras (1918-1939), os impérios centrais foram derrotados e os povos do Leste Europeu, reorganizados em novos estados (como a Tchecoslováquia e a Iugoslávia, depois extintos, e a Polônia). Principalmente nas monarquias parlamentares, a política polarizou-se entre radicais simpatizantes do fascismo (então em ascensão na Europa Ocidental) e do comunismo. A ideologia definiu o lado a que se aliaram quando rebentou a Segunda Guerra Mundial: enquanto os governos de Hungria, Romênia e Bulgária se aliaram ao nazi-fascismo do Eixo, a Polônia, a Tchecoslováquia e a Iugoslávia foram invadidas, repartidas e anexadas ou colocadas sob estados-fantoche (como na Croácia e na Eslováquia).
A libertação de vários destes países foi feita com a ajuda do Exército Vermelho soviético, que os ocupava à medida que avançava em direção a Berlim (coração do III Reich) — com exceção da Iugoslávia, da Albânia e da Grécia, onde a expulsão dos nazi-fascistas foi obtida com a resistência armada dos patriotas. Nestes últimos três casos, à libertação se seguiram breves guerras civis tripartites, ou seja, entre comunistas, monarquistas e democratas-republicanos.

Plano Marshall
O Plano Marshall, um aprofundamento da Doutrina Truman, conhecido oficialmente como Programa de Recuperação Européia, foi o principal plano dos Estados Unidos para a reconstrução dos países aliados da Europa nos anos seguintes à Segunda Guerra Mundial. A iniciativa recebeu o nome do Secretário do Estado dos Estados Unidos, George Marshall.
O plano de reconstrução foi desenvolvido em um encontro dos Estados europeus participantes em julho de 1947. A União Soviética e os países da Europa Oriental foram convidados, mas Josef Stalin viu o plano como uma ameaça e não permitiu a participação de nenhum país sob o controle soviético.
Quando o plano foi completado, a economia de cada país participante, com a exceção da Alemanha, tinha crescido consideravelmente acima dos níveis pré-guerra. Pelas próximas duas décadas a Europa Ocidental iria gozar de prosperidade e crescimento. O Plano Marshall também é visto como um dos primeiros elementos da integração européia, já que anulou barreiras comerciais e criou instituições para coordenar a economia em nível continental.

COMECON
Em resposta ao plano econômico estadunidense, a União Soviética propôs-se a ajudar também seus países aliados, com a criação do COMECON, o Conselho de Ajuda Económica Mútua, organização de cooperação económica, científica e técnica fundada pela URSS, Polónia, Checoslováquia, Bulgária e Albânia. O COMECON fora proposto como maneira de impedir os países-satélites da União Soviética de demonstrar interesse no Plano Marshall, e não abandonarem a esfera de influência de Moscou.
Os países que integraram a organização internacional foram a União Soviética, Alemanha Oriental (1950-1990), Tchecoslováquia, Polônia, Bulgária, Hungria e Romênia.

Pacto de Varsóvia
O Pacto de Varsóvia ou Tratado de Varsóvia foi uma aliança militar formada em 14 de Maio de 1955 pelos países socialistas do Leste Europeu e pela União Soviética, países estes que também ficaram conhecidos como bloco socialista. O tratado correspondente foi firmado na capital da Polônia, Varsóvia, e estabeleceu o alinhamento dos países membros com Moscou, estabelecendo um compromisso de ajuda mútua em caso de agressões militares.
Os países que fizeram parte do Pacto de Varsóvia eram alguns nos quais foram instituídos governos socialistas pela URSS, após a Segunda Guerra Mundial. União Soviética, Alemanha Oriental, Bulgária, Hungria, Polônia, Checoslováquia, Romênia e Albânia foram os países membros, sendo que a estrutura militar seguia as diretrizes soviéticas. A Iugoslávia, por oposição do Marechal Tito, se recusou a ingressar no bloco.

OTAN
A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN ou NATO), por vezes chamada Aliança Atlântica, é uma organização internacional de colaboração militar estabelecida em 1949 em suporte do Tratado do Atlântico Norte assinado em Washington a 4 de Abril de 1949. Os seus nomes oficiais são North Atlantic Treaty Organization (NATO), em inglês, e Organisation du Traité de l'Atlantique Nord (OTAN), em francês. Em Portugal utiliza-se mais frequentemente a palavra NATO (sigla em inglês) por, paradoxalmente, se parecer mais com uma palavra portuguesa. O seu secretário-geral é, desde 1 de Agosto de 2009, o dinamarquês Anders Fogh Rasmussen.

Alunos : Daniel e Felipe


domingo, 17 de abril de 2011

Socialismo


Socialismo refere-se a uma das várias teorias de organização económica, a favor da propriedade pública ou coletiva, administração dos meios de produção e distribuição de bens e de uma sociedade caracterizada pela igualdade de oportunidades/meios para todos os indivíduos com um método mais igualitário de compensação. O socialismo moderno surgiu no final do século XVIII tendo origem na classe intelectual e nos movimentos políticos da classe trabalhadora que criticavam os efeitos da industrialização e da sociedade sobre a propriedade privada.

A maioria dos socialistas possuem a opinião de que o
capitalismo concentra injustamente o poder e a riqueza, que não oferece oportunidades iguais para todos a fim de maximizar suas potencialidades.

Vantagens
· Socialização dos meios de produção: todas as formas produtivas passam a pertencer à sociedade e são controladas pelo Estado.
· Não existem classes: existe somente a classe trabalhadora e todos possuem os mesmos rendimentos e oportunidades.
· Economia planificada: todo controle dos setores econômicos, dirigidos pelo Estado, regulando o mercado como um todo.
· Pregava uma sociedade sem distinção que acabava com o capitalismo.

Desvantagens
· Não há concorrência no comércio;
· Pouco investimento externo;
· Falta de liberdade de expressão

Friedrich Engels
Friedrich Engels (
Barmen, 28 de novembro de 1820Londres, 5 de agosto de 1895) foi um teórico revolucionário alemão que junto com Karl Marx fundou o chamado socialismo científico ou marxismo. Escreveu livros de profunda análise social. Sem dúvida nenhuma, Engels foi um filósofo como poucos: soube analisar a sociedade de forma muito eficiente, influenciando diversos autores marxistas.

Karl Marx
Karl Heinrich Marx (
Tréveris, 5 de maio de 1818Londres, 14 de março de 1883) foi um intelectual e revolucionário alemão, fundador da doutrina comunista moderna, que atuou como economista, filósofo, historiador, teórico político e jornalista.

A teoria marxista é, substancialmente, uma crítica radical das
sociedades capitalistas. Mas é uma crítica que não se limita a teoria em si. Marx, aliás, se posiciona contra qualquer separação drástica entre teoria e prática, entre pensamento e realidade, porque essas dimensões são abstrações mentais (categorias analíticas) que, no plano concreto, real, integram uma mesma totalidade complexa.


Revolução Russa
A Rússia promoveu uma experiência revolucionária que marcou a trajetória do século XX. Já no século XIX, Karl Marx indicava que as desigualdades do sistema capitalista abririam portas para que as massas
trabalhadoras viessem a tomar o poder. No entanto, a convocação dos trabalhadores em torno dos ideais de Marx parecia ser uma possibilidade remota em face ao desenvolvimento dos Estados liberais enriquecidos pelo favor dado às classes burguesas.

No entanto, a ocorrência da Primeira Guerra Mundial veio a trazer uma possibilidade revolucionária que estremeceu essa ordem envolvida pela burguesia capitalista. No começo do século XX, a Rússia vivia um momento histórico onde as desigualdades sociais instaladas fizeram com que camponeses e operários se mobilizassem politicamente. Nos campos, os trabalhadores rurais viviam em condições lastimáveis legitimadas por um governo que preservava os privilégios feudais da classe aristocrática.

Nas cidades, a burguesia tinha um papel político limitado e não tinha apoio devido para a configuração de uma economia industrializada. O parque industrial desenvolvido na Rússia, em grande parte, era fruto da entrada de capitais de investimento estrangeiros interessados em ampliar mercados e reduzir custos de produção. A classe operária, proveniente do tímido processo de industrialização, não tinha força política suficiente para exigir direitos.

Os gastos com a Primeira Guerra agravaram a situação econômica do país, potencializando o clima de insatisfação e mudança. Os sovietes, grupos de organização dos trabalhadores, se transformaram em grandes centros de discussão política. A partir da organização dessas pequenas unidades, a revolução foi possível e instituiu um novo poder na Rússia.

Alunas : Lara e Sabryna

História do Capitalismo


Encontramos a origem do sistema capitalista na passagem da Idade Média para a Idade Moderna. Com o renascimento urbano e comercial dos séculos XIII e XIV, surgiu na Europa uma nova classe social: a burguesia. Esta nova classe social buscava o lucro através de atividades comerciais.

Neste contexto, surgem também os banqueiros e cambistas, cujos ganhos estavam relacionados ao dinheiro em circulação, numa economia que estava em pleno desenvolvimento. Historiadores e economistas identificam nesta burguesia, e também nos cambistas e banqueiros, ideais embrionários do sistema capitalista: lucro, acúmulo de riquezas, controle dos sistemas de produção e expansão dos negócios.

Primeira Fase: Capitalismo Comercial ou Pré-Capitalismo

Este período estende-se do século XVI ao XVIII. Inicia-se com as Grandes Navegações e Expansões Marítimas Européias, fase em que a burguesia mercante começa a buscar riquezas em outras terras fora da Europa. Os comerciantes e a nobreza estavam a procura de ouro, prata,
especiarias e matérias-primas não encontradas em solo europeu. Estes comerciantes, financiados por reis e nobres, ao chegarem à América, por exemplo, vão começar um ciclo de exploração, cujo objetivo principal era o enriquecimento e o acúmulo de capital. Neste contexto, podemos identificar as seguintes características capitalistas: busca dos lucros, uso de mão-de-obra assalariada, moeda substituindo o sistema de trocas, relações bancárias, fortalecimento do poder da burguesia e desigualdades sociais.


Segunda Fase: Capitalismo Industrial

No século XVIII, a
Europa passa por uma mudança significativa no que se refere ao sistema de produção. A Revolução Industrial, iniciada na Inglaterra, fortalece o sistema capitalista e solidifica suas raízes na Europa e em outras regiões do mundo. A Revolução Industrial modificou o sistema de produção, pois colocou a máquina para fazer o trabalho que antes era realizado pelos artesãos. O dono da fábrica conseguiu, desta forma, aumentar sua margem de lucro, pois a produção acontecia com mais rapidez. Se por um lado esta mudança trouxe benefícios (queda no preço das mercadorias), por outro a população perdeu muito. O desemprego, baixos salários, péssimas condições de trabalho, poluição do ar e rios e acidentes nas máquinas foram problemas enfrentados pelos trabalhadores deste período.

O lucro ficava com o empresário que pagava um salário baixo pela mão-de-obra dos operários. As indústrias, utilizando máquinas à vapor, espalharam-se rapidamente pelos quatro cantos da Europa. O capitalismo ganhava um novo formato.

Muitos países europeus, no século XIX, começaram a incluir a
Ásia e a África dentro deste sistema.

Terceira Fase: Capitalismo Monopolista-Financeiro

Iniciada no século XX, esta fase vai ter no sistema bancário, nas grandes corporações financeiras e no mercado globalizado as molas mestras de desenvolvimento. Podemos dizer que este período está em pleno funcionamento até os dias de hoje.

Grande parte dos lucros e do capital em circulação no mundo passa pelo sistema financeiro. A globalização permitiu as grandes corporações produzirem seus produtos em diversas partes do mundo, buscando a redução de custos. Estas empresas, dentro de uma economia de mercado, vendem estes produtos para vários países, mantendo um comércio ativo de grandes proporções. Os sistemas informatizados possibilitam a circulação e transferência de valores em tempo quase real. Apesar das indústrias e do comercio continuarem a lucrar muito dentro deste sistema, podemos dizer que os sistemas bancário e financeiro são aqueles que mais lucram e acumulam capitais dentro deste contexto econômico atual.

Crítica ao capitalismo: A mais rigorosa crítica ao capitalismo foi feita por Karl Marx, ideólogo alemão que propôs a alternativa socialista para substituir o Capitalismo. Segundo o marxismo, o capitalismo encerra uma contradição fundamental entre o caráter social da produção e o caráter privado da apropriação, que conduz a um antagonismo irredutível entre as duas classes principais da sociedade capitalista: a burguesia e o proletariado (o empresariado e os assalariados).

Capitalismo Vantagens e desvantagens: Capitalismo é um tipo de sistema econômico diferente. O Capitalismo é um sistema econômico com base na livre iniciativa. A desvantagem do capitalismo é a desigual distribuição das riquezas. O capitalismo é a exploração do homem pelo homem.

Capitalismo selvagem: é um termo que se refere à fase do
capitalismo na época da revolução industrial (século XVIII), quando as condições de trabalho das classes trabalhadoras eram as mais desumanas possíveis, com um dia de trabalho de dezesseis horas. Hoje emprega-se a locução "capitalismo selvagem" para indicar um capitalismo de grande concorrência entre as multinacionais que dominam vários mercados ou países, com o apoio dos governos.

Alunos : Pedro e Gabriel

Deriva Continental


A ideia da deriva continental foi proposta pela primeira vez por Alfred Wegener em 1912.

Em 1915 publicou o livro ‘A origem dos Continentes e dos oceanos’, onde propôs a teoria com base nas formas dos continentes, que no passado eram unidos, formando uma enorme massa continental chamada pangeia.

A Laurásia foi uma grande massa continental localizada no hemisfério norte composta pelas atuais América do Norte e Eurásia

O supercontinente do sul Gonduana (em inglês: Gondwana) incluía a maior parte das zonas de terra de terra firme de hoje. Constituem os continentes do Hemisfério Sul, incluindo a Antártida, América do Sul, África, Madagascar, Seicheles, Índia, Australia, Nova Guiné, Nova Zelândia, e Nova Caledónia.

Através de pesquisas das rochas e dos fósseis, cientistas estimam que a Terra tenha aproximadamente quatro bilhões de anos, durante todo esse período ela passou por grandes transformações, processo classificado como eras geológicas. A alternância das eras geológicas foi estabelecida através de alterações significativas na crosta terrestre, sendo, portanto, classificadas em cinco eras geológicas distintas: Arqueozoica, Proteozoica, Paleozoica, Mesozoica e Cenozoica.

Epirogênese é um conjunto de processos que resultam no movimento da crosta terrestre, no sentido ascendente ou descendente. Além disso, atinge vastas áreas continentais de forma lenta, ocasionando regressões e transgressões marinhas.

Alunas : Ana Patrícia e Lorena

Antártida


Durante o inverno, acrescido de uma grande área de banquisa, o continente antártico chega a dobrar sua extensão, chegando a atingir 30 milhões de km2.

Na Antártida o quadro natural mostra-se adverso à ocupação humana, onde as temperaturas, durante o ano, raramente superam marcas positivas, a vegetação escassa limita-se a algumas ilhas, enquanto na porção central do continente a calota de gelo pode atingir 4 mil metros de espessura, onde são freqüentes as rajadas de vento, o blizzard, que fazem enormes icebergs se deslocarem a velocidades perigosas à navegação.

O continente gelado, que encerra 90% das reservas de água doce do planeta, tem seus poucos habitantes, integrantes da comunidade científica.

A Antártida, que milhões de anos atrás constituía um antigo e vasto continente, unindo-se à América do Sul, Austrália e Nova Zelândia, separou-se devido à movimentação das placas tectônicas e deslocou-se para sul, encontrando-se hoje sob o Pólo Sul terrestre (Gondwana). No que se refere a recursos minerais, em área pouco explora ainda, já foram localizados cobre, urânio, entre outros, sendo que há um acordo internacional (Tratado de Madri) para pesquisar e não retirar os recursos.

O Tratado da Antártica para Proteção ao Meio Ambiente , conhecido como Protocolo de Madri, que entrou em vigor em 1998, torna a região uma reserva natural, dedicada à paz e à ciência, proíbe por 50 anos (até 2.047) a exploração econômica dos recursos minerais e regulamenta e controla as atividades humanas no local.

Uma plataforma de gelo antártica desapareceu rapidamente, por causa de altas temperaturas causadas pelo aquecimento global, uma outra está sumindo, e as geleiras estão derretendo a um ritmo mais rápido do que se imaginava. O derretimento das geleiras e das banquisas poderá elevar o nível do mar e inundar definitivamente áreas baixas (Holanda do Norte e do Sul, Limburgo, Zelândia, Drente, Frísia, Groninga, Overissel, Flevolândia, Guéldria, Utrecht, Bragante do Norte).

Os Icebergs da Antártida por vezes apresentam estrias, faixas formadas por camadas de gelo que reagem a diferentes condições. Quando o iceberg cai no mar, a água salgada pode congelar na parcela inferior. A água congela no momento que entra em contato com o ar.

Krill antártico é uma das espécies mais abundantes e bem sucedidos na Terra. Scientists estimate there are about 500 million tonnes of Antarctic krill in the Southern Ocean. Estima-se que exista cerca de 500 milhões de toneladas de krill antártico no Oceano Antártico. The biomass of this one species may be the largest of any multi-cellular animal species on the planet. A biomassa de essa espécie pode ser a maior de todas as espécies animais multicelulares no planeta.

Alunas : Adrielle, Manuella e Carina